O Brasil não é apenas o país do futebol. Infelizmente, porém, outro esporte que também está no coração dos brasileiros enfrenta uma séria crise por aqui: o basquete. O ápice desse momento adverso, que ainda persiste, se deu no final de 2016, quando a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) foi suspensa pela FIBA (Federação Internacional de Basquete).

Mas de que maneira a situação chegou a tal ponto? Vamos descobrir como um esporte tão importante e popular no país entrou em tamanha crise e o que pode ser feito para essa situação mudar.

O basquete no Brasil

Após ser criado nos Estados Unidos em 1891, pelo canadense James Naismit, o basquete não demorou muito para chegar ao Brasil. De fato, nosso país foi um dos primeiros do mundo a conhecer essa novidade.

Em 1896, o norte-americano Augusto Shaw desembarcou em São Paulo para dar aulas de arte. E foi ele o primeiro a apresentar o basquete aos brasileiros. O esporte, aos poucos, foi conquistando o país. No natal de 1933, a Federação Brasileira de Basketball foi fundada no Rio de Janeiro. No ano de 1941, essa Federação passou a se chamar Confederação Brasileira de Basketball.

Ao longo das décadas seguintes, o Brasil passou a formar jogadores de fama internacional. Nosso país ganhou destaque definitivo no mundo do basquete em 1959, quando a seleção brasileira masculina conquistou o campeonato mundial pela primeira vez. O feito se repetiu em 1963.

Não podemos nos esquecer, também, dos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil derrotou a poderosa seleção dos Estados Unidos na final da competição na casa do adversário, levando para a casa a medalha de ouro. Foi a consagração definitiva de jogadores como Oscar Schmidt.

Já a seleção feminina contribuiu para esse quadro vitorioso principalmente no ano de 1994, quando venceu o torneio mundial na Austrália. A final foi uma disputada partida contra a China e a vitória do Brasil consagrou a geração liderada por Hortência e Paula que ainda conquistou a prata nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

Tais vitórias colocaram o Brasil definitivamente no mapa do basquete mundial e mostraram como o país apresentava estrutura e talento na área, o que inspirou diversos fãs do esporte no país. Porém, nos últimos anos, alguns problemas têm marcado a história do basquete brasileiro.

Resultados ruins

Em meio a problemas de gestão e acúmulo de dívidas, o basquete brasileiro estava decaindo. Com dificuldade para investir e renovar os atletas, as seleções masculina e feminina tornaram-se menos competitivas – o que fica claro nos resultados mais recentes de ambas.

Após ter vencido as últimas cinco edições do Pan-Americano, a seleção masculina perdeu de maneira inesperada para a República Dominicana nas quartas de final do torneio de 2007. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, foi a vez da seleção feminina decepcionar: um grande apagão em quadra determinou a eliminação para Porto Rico (país menos tradição), o que tirou a equipe da final naquele ano.

Em 2014, a seleção masculina não conseguiu se classificar nas quadras para o Mundial que seria disputado na Espanha – só participou do torneio porque foi contemplada com um convite da FIBA. Ainda assim, a seleção terminou apenas em sexto lugar.

A queda das seleções brasileiras ficou mais clara em 2016. Em pleno Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, os dois times caíram já na primeira fase, de forma vexatória. No caso da seleção feminina, o resultado foi o pior de sua história, com derrotas nas cinco partidas disputadas.

Suspensão da Confederação Brasileira de Basquete

O pior momento dessa crise aconteceu em 14 de novembro de 2016 quando a FIBA anunciou a suspensão da Confederação Brasileira de Basquete. Apesar da decisão ter sido reavaliada em 28 de janeiro deste ano, a suspensão foi mantida.

Para a FIBA, a confederação precisa passar por uma reorganização a fim de voltar a desenvolver o esporte no Brasil.

Os principais problemas que levaram à suspensão foram:

  • o fracasso na organização de uma etapa do Circuito Mundial de 3×3, que seria no Rio de Janeiro;
  • a não-participação em alguns torneios internacionais;
  • a falta de controle sobre o esporte;
  • a ausência de um plano de reestruturação da entidade;
  • o atraso de pagamentos à FIBA.

A crise é tão grande que a dívida da confederação aumentou, entre 2009 e 2016, em nada menos que 1.350%, saltando de R$ 1,1 milhão para R$ 17,2 milhões nesse período. Hoje, a CBB apresenta o maior endividamento entre todos os esportes olímpicos do Brasil. Tem como sair dessa situação? Sim!

A importância de uma consultoria esportiva

Como dito, a FIBA exige uma total reformulação da Confederação Brasileira de Basquete, que deverá repensar suas estratégias e sua gestão a fim de colocar o basquete no lugar que ele merece. É uma tarefa complexa, mas cuja solução pode ser uma consultoria esportiva.

A participação de uma gestão esportiva profissional pode fazer a diferença nesse tipo de processo de reconstrução. Em tempos de crise, é sempre interessante contar com a opinião de quem entende do assunto e que está fora da instituição, o que garante maior isenção e um olhar menos viciado sobre os problemas, dificuldades e possíveis caminhos.

Além disso, a consultoria esportiva é uma atividade voltada para planejar, organizar e liderar. Logo, seus profissionais estão preparados para tomar as decisões que forem necessárias a fim de lidar com crises, independentemente de qual seja o problema da instituição – como a perda de patrocinadores, por exemplo.

A Confederação Brasileira de Basquete tem sido acusada de retrógrada, carente de pensamento inovador e de organização mínima. Ora, trata-se justamente do que uma consultoria esportiva oferece: a possibilidade de pensar diferente, para frente e a partir de uma ampla experiência nessa área.

A situação atual da confederação exige uma ampla mudança, o que é sempre um risco. Por isso, torna-se mais seguro investir numa consultoria, que é capaz de organizar os diversos processos envolvidos na reestruturação. Isso passa, por exemplo, pela área financeira, gestão de pessoas e motivação dos atletas  todos fundamentais no caso do basquete brasileiro, que vem sofrendo com as dívidas, a falta de organização e jogadores cada vez menos confiantes.

Por meio de uma boa consultoria, a Confederação Brasileira de Basquete pode sair da crise, livrar-se da suspensão e voltar a fazer o basquete crescer no país o que é o sonho de todo fã brasileiro do esporte! O que você acha dessa situação? Deixe seu comentário!

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