Não há dúvidas de que os esportes olímpicos atraem milhões de apaixonados por todo o mundo. Ainda assim, algumas pessoas acompanham a trajetória dos atletas apenas de 4 em 4 anos, quando as Olimpíadas acontecem.

De fato, essa é um contato muito superficial com os esportes, e que pode simbolizar a perda de muitas oportunidades. É isso mesmo: o esporte olímpico merece mais destaque e pode até assumir um papel de mais protagonismo na vida dos brasileiros.

Ainda não está convencido? Então, continue lendo este post e entenda por que não devemos ignorá-los!

A história dos esportes olímpicos

Os Jogos Olímpicos têm uma origem milenar: foram criados há mais de 2.700 anos, ainda na Grécia Antiga. Suas competições reuniam um bom grupo de pessoas, podendo até interromper guerras entre as cidades, e aconteciam na cidade de Olímpia. Por isso o nome de Olimpíadas, ou Jogos de Olímpia.

Mas existem algumas controvérsias quanto a essa criação, já que há mais de uma versão da história. Segundo a mitologia, por exemplo, os jogos foram criados por Hércules, um herói filho de Zeus com uma mortal. Sua força fora do normal fez com que ele mesmo desce início aos Jogos.

De qualquer forma, com o passar do tempo os Jogos Olímpicos tomaram uma proporção global, tornando-se um dos eventos esportivos mais populares e prestigiados do mundo. Prova disso é sua bandeira, com seus cinco anéis entrelaçados representando a união entre os continentes.

Primeiras modalidades esportivas

É claro que os esportes praticados hoje não fora, sempre os mesmos. No período de criação dos jogos, as corridas e suas modalidades eram os esportes olímpicos mais comuns. Algumas vezes, os atletas tinham até que correr por 190 metros com armaduras.

Outro esporte comum do período era o péntatlhon, que é bem semelhante ao pentatlo dos dias de hoje. Seus praticantes devem performar em 5 esportes distintos: salto, lançamento de disco, lançamento de dardo, corrida e luta.

As lutas, aliás, também eram muito fortes nesse período, dando surgimento ao boxe e outras modalidades famosas atualmente. Existia a prática do palé, uma luta greco-romana (sem o uso de socos e pontapés), e o pancrácio, um modelo mais agressivo, em que valia praticamente tudo.

Desenvolvimento com o passar dos anos

Os anos, então, se passaram, e os encontros foram ficando cada vez mais organizados. A evolução acabou obrigando a criação do Comitê Olímpico Internacional (COI). E assim, com uma central organizadora, ficou mais fácil adaptar os Jogos e considerar a realidade social de cada uma de suas edições.

Hoje, existem os Jogos Olímpicos de Inverno, os Jogos Olímpicos de Verão e os Paralímpicos. O primeiro nasceu como uma demanda para alguns esportes que precisam de gelo e neve, enquanto os de verão são os mais tradicionais, e que têm mais visibilidade.

A modalidade Paralímpica também tem ganhado muita força e destaque, reunindo milhares de atletas com diversos tipos de deficiências físicas para disputas acirradíssimas. Para se ter uma ideia, o desempenho é tão bom que alguns recordes dos atletas paralímpicos nem foram batidos nas Olimpíadas tradicionais. Impressionante, não é?

Espectadores e audiência

A cerimônia de abertura das Olimpíadas é um de seus pontos altos. Como os jogos acontecem em lugares diferentes, cada país trabalha e se empenha em fazer uma cerimônia à altura, sempre surpreendendo os envolvidos e a própria COI.

Os últimos jogos aconteceram em 2016, na cidade do Rio de Janeiro. É bem provável que você se lembre como ela movimentou muitas pessoas. A abertura, por exemplo, atraiu aproximadamente 2,5 bilhões de espectadores ao redor do mundo — e orgulhou muito os brasileiros.

Foram mais de 500 canais tradicionais credenciados para a transmissão do evento. Tudo isso somado a 250 plataformas digitais — que seguem crescendo em número a cada edição.

Quando os jogos acabaram, a própria COI afirmou que mais da metade da população mundial se envolveu com os jogos de alguma forma, mostrando como a mídia esportiva se torna especialmente forte nesse período.

Nada mais natural, já que todos os campeonatos e demais acontecimentos esportivos acabam ficando em “stand-by”, com toda a atenção focados nos Jogos Olímpicos.

Visibilidade oferecida

Com tanta mídia assim, não é de se espantar que a notoriedade dos Jogos seja usada ainda para outras coisas. Prova disso é o interesse de marcas globais em patrocinar o evento, fortalecendo seu público e atraindo novos clientes.

Além do patrocínio ao evento em si, muitas marcas também se aliam a atletas de ponta e a equipes de cada país — outra maneira interessante de fazer uma associação legal e garantir um bom posicionamento.

Ainda, a visibilidade oferecida pela indústria esportiva pode ser um trunfo para atletas também. Enquanto alguns nomes consagrados participam da disputa, como o americano Michael Phelps, por exemplo, outros nunca tiveram tantas oportunidades assim.

Por essas e outras, ter uma boa performance é uma ótima chance de garantir mais visibilidade dentro do seu país e lucrar com patrocínios e outros tipos de investimento.

Um exemplo próximo é Arthur Zanetti, um ginasta que tem despontado com ótimas premiações em disputas ao redor do mundo. Como resultado disso, surge muita mobilização em volta dele, que pode aproveitar a oportunidade para atrair mais investimentos para seus treinos e para o esporte em si.

Questões políticas

Toda essa notoriedade também pode ser usada como palco para manifestações políticas. Elas acontecem desde 1936, quando Hitler se recusou a reconhecer a vitória do atleta negro Jesse Owens em Berlim (Alemanha).

Outro exemplo aconteceu enquanto a Guerra Fria ainda estava em vigor. Nesse tempo, os Estados Unidos não participaram dos jogos de Moscou, em 1980, assim como a ex-URSS também não se envolveu com os jogos em Los Angeles, quatro anos depois.

A cidade-sede

Com tanta visibilidade, é claro que a cidade-sede também ganha uma série de investimentos para receber todas essas pessoas com mobilidade e conforto. Afinal, lembre-se de que estamos falando de milhares de atletas, mídia esportiva e turistas.

A atração pode acabar promovendo melhorias estruturais, como na questão de transporte e moradia. Além disso, vale lembrar que vários postos de trabalho são gerados durante o evento — e por causa dele.

Enfim, depois de ler esse panorama completo sobre as Olimpíadas, ficou mais fácil perceber como ela é importante, certo? Apesar de ter sido criada há centenas de anos, ela segue se firmando como o principal evento esportivo do mundo.

Portanto, não despreze os esportes olímpicos — entenda sua dimensão e força! E, caso tenha sobrado ainda alguma dúvida ou você queria acrescentar uma curiosidade sobre o assunto, deixe-nos o seu comentário!

 

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