Sociólogos do mundo todo consideram o esporte um dos fenômenos mais importantes do século XX. Hoje, o seu significado vai além de uma simples atividade física: muitos o enxergam como uma das maiores indústrias de entretenimento do mundo. Visto como produto, o esporte tem um mercado — a chamada indústria esportiva — e dele exige-se uma série de estratégias de promoção, comunicação e comercialização. 

Para se ter uma ideia da grandeza dessa indústria, as marcas ligadas ao esporte movimentam cerca de 700 bilhões de dólares por ano, valor equivalente a 2,7 trilhões de reais. Esses números representam 1% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Para calcular o total da movimentação financeira, uma série de fatores são levados em consideração, como a venda de ingressos, produtos e artigos esportivos, acordos de transmissão, patrocínios, entre outros. 

Se você quer saber mais detalhes sobre um dos maiores mercados de entretenimento do mundo, continue lendo o post! Separamos os pontos mais importantes da indústria esportiva que você deve conhecer. Vem ver!

Entenda porque a indústria esportiva gera tanto lucro

Como já falamos por aqui, o mercado esportivo é o responsável por movimentar bilhões de dólares anualmente. Esse fato por si só já atrai um grande número de patrocinadores, que enxergam o esporte como um importante meio de divulgação de suas marcas. 

Somado à sua popularidade, existem os atletas famosos que induzem tanto o patrocínio quanto o consumo dentro da indústria. Afinal, quem não quer ter uma camisa do Neymar, Messi ou Cristiano Ronaldo, por exemplo? 

Por atrair muitos praticantes, torcedores e patrocinadores, o esporte é um produto capaz de gerar receitas para si próprio. Além disso, há um aumento anual no número de pessoas que consomem produtos ou serviços esportivos, assistem transmissões ao vivo, leem noticiários com o objetivo de se informar sobre o esporte, etc.

Saiba qual é a importância do marketing esportivo

Com o esporte sendo encarado como um produto, o Marketing Esportivo é essencial para continuar gerando cada vez mais receitas à indústria. 

Se você ainda não conhece o conceito, saiba que o Marketing Esportivo nada mais é do que uma segmentação do Marketing tradicional; sendo que o seu principal objetivo é gerar oportunidades de negócio no mundo dos esportes. 

Usando uma série de estratégias — como campanhas publicitárias, design e pesquisas de mercado — ele é um dos responsáveis por fazer com que as empresas (times, ligas, eventos, jogadores, etc.) atraiam cada vez mais consumidores.

Sabemos que você pode estar se perguntando: o Marketing Esportivo realmente funciona? 

A resposta é simples. O esporte envolve o fator emocional das pessoas, como a paixão por determinados times, eventos ou atletas. A partir daí, fica fácil criar estratégias em cima desse “fator passional”.

As ações do Marketing Esportivo, portanto, têm a função de efervescer o sentimento dos indivíduos pelo esporte, aumentando o consumo e atraindo novos adeptos. Por isso, suas ações, quando bem planejadas e elaboradas, tendem a atrair um retorno muito positivo. 

Para você entender como o Marketing funciona, na prática, separamos 4 cases de sucesso: o Super Bowl, a Champions League, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Confira!

O Super Bowl

Um dos melhores exemplos de Marketing Esportivo é o Super Bowl — evento que marca a final da temporada da principal liga de futebol americano (NFL).

Para se ter uma ideia, um comercial de TV durante o Super Bowl chega a custar 650 mil dólares por segundo de exibição… E porque esse valor é tão alto?

Bom, além de ser considerado o evento de maior popularidade do país, ele consegue abranger diferentes faixas etárias.

Isso acontece porque, além do esporte em si, os shows apresentados durante os intervalos do evento são aguardados no mundo inteiro. Grandes cantores de apelo internacional já se apresentaram, como Madonna, Beyoncé e Katy Perry; este ano, foi a vez da Lady Gaga.

Nesse cenário, marcas de diversos segmentos do mercado veem no evento uma grande oportunidade de divulgação. As estratégias do Marketing Esportivo começam a ser aplicadas meses antes da esperada final. 

Por ser um momento de muita movimentação financeira e descontração do público, o Marketing aproveita para atrair e reter clientes e, claro, obter mais lucro. 

Champions League

Sem dúvidas, a marca Champions League é uma das maiores referências quando o assunto é indústria esportiva. Para se ter uma ideia, cada empresa que se associa ao torneio paga cerca de 70 milhões de dólares por ano. E não são poucos os patrocinadores. Entre os mais famosos podemos citar Sony, Mastercard, Nissan, Heineken e Adidas.

E engana-se quem pensa que o Marketing dessas empresas se resume em uma placa no meio do campo. Para alcançar resultados satisfatórios, as marcas associadas à Champions investem em diversas ações em todo o mundo. 

No Brasil, por exemplo, a Heineken criou a campanha The Timezone, que desafiava os torcedores brasileiros a assistirem o jogo no fuso horário europeu. Para divulgar a ação, a marca desenvolveu um vídeo que viralizou no mundo inteiro. 

Na película, dois funcionários de uma empresa foram filmados assistindo aos jogos (os torneios aconteceram durante a semana e no horário de expediente do Brasil). Em determinado momento, eles foram chamados ao departamento de RH. Nesse instante, eles pensaram que seriam demitidos, mas foram surpreendidos pelo desafio da Heineken.

Eles teriam, então, que viver um dia no fuso horário da Europa (4 horas antes). Se conseguissem cumprir todas as funções (acordar, trabalhar etc.) eles veriam o jogo em um bar. O sucesso foi tanto que a peça publicitária foi rodada em todo o mundo.

A Heineken, aliás, é um exemplo que deve ser seguido. Constantemente a marca realiza ações no Brasil. A campanha Champion the Match, por exemplo, já trouxe a taça da Champions para o país e jogadores famosos para comentar torneios ao vivo.

Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016

Certamente, a Copa do Mundo e as Olimpíadas são eventos que, por si só, atraem muitos espectadores. Afinal, as competições mexem com o patriotismo das pessoas.

No Brasil, esses eventos foram um dos maiores exemplos de Marketing Esportivo bem-sucedido que tivemos. Diversas marcas, como Sadia, Itaú, O Boticário e Coca Cola, viram na Copa do Mundo e nas Olimpíadas uma ótima oportunidade de divulgação. Foram feitos, entre outras coisas, produtos customizados, ofertas temáticas etc.

No entanto, infelizmente, esses investimentos foram momentâneos. Por aqui ainda não há um cenário grandioso para o Marketing relacionado o esporte, o que faz desta área uma alternativa promissora para os jovens que desejam entrar no mercado de trabalho.

Se você quer saber mais detalhes sobre a indústria esportiva brasileira, acompanhe o próximo tópico!

Saiba como funciona o marketing esportivo no Brasil

O cenário do Marketing Esportivo no Brasil ainda está longe de ser tão bem sucedido quanto nos Estados Unidos. Por aqui, as estratégias se limitam — basicamente — em expor logomarcas em camisetas de atletas e em telões durante as competições.

A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 foram exceções. Nesses eventos houve ações planejadas a longo prazo, além de um maior envolvimento de clientes e consumidores. 

No entanto, as ações brasileiras ainda estão longe de serem as ideais. Apesar de alguns esportes estarem em crescimento no Brasil — competições de MMA, por exemplo —, o Marketing Esportivo brasileiro ainda é mais forte no futebol. 

Nesse último, há alguns cases de sucesso que merecem ser destacados. Um exemplo é a campanha feita pela empresa Penalty, na época, fornecedora de materiais para o Esporte Clube Vitória. 

Ela aproveitou as cores da camisa do clube para lançar a campanha “meu sangue é rubro negro” com o objetivo de incentivar a doação de sangue. 

As cores do clube, antes preto e vermelho, se tornaram branco e vermelho. Quando as metas de doações eram alcançadas, o tom original retornava aos poucos para os uniformes da equipe.

Copa União 87

Sem dúvidas, a Copa União 87 — primeiro evento esportivo financiado inteiramente pela iniciativa privada — é um dos maiores cases de sucesso que temos até hoje. Naquele ano, a CBF anunciou que não teria dinheiro para realizar uma competição nacional. 

Foi aí que João Henrique Areais, então Diretor de Marketing do Clube dos 13, e Celso Grelle, Diretor de Marketing do São Paulo, tiveram a ideia de reunir alguns patrocinadores (TV Globo, Coca-Cola, Editora Abril, Varig etc.) a fim de realizar um evento esportivo a nível nacional. 

O objetivo era arrecadar 1 milhão de dólares, mas o sucesso foi tanto que conseguiram 6 milhões. Hoje, a Copa União é o nosso conhecido Campeonato Brasileiro de Futebol.

Conheça as três dimensões do esporte no Brasil

Agora que você já conhece o poder do marketing dentro da indústria esportiva, é necessário saber que no Brasil há três dimensões do esporte que são legalmente definidas pela Lei Pelé (9.615/1998). São elas:

  1. rendimento: o esporte de rendimento é aquele enfatizado pela mídia; onde há patrocínios e investimentos. Nesse cenário, o atleta geralmente possui compromisso com alguma instituição financiadora;

  2. participação ou lazer: como o próprio nome diz, essa dimensão esportiva se refere às atividades praticadas durante o tempo livre, sem necessariamente precisar de orientação profissional;

  3. educacional: o esporte educacional é aquele praticado dentro das instituições de ensino; aqui, deve-se evitar a seletividade e a hipercompetitividade, afim de desenvolver a formação do indivíduo para o exercício da cidadania e a prática do lazer. 

Para quem deseja se aprofundar em assuntos que envolvem a indústria esportiva, conhecer detalhes sobre o marketing e as dimensões do esporte é essencial. Só através de muito estudo é possível chegar a casos de sucesso, como os apresentados no texto.

Se você deseja obter mais informações sobre a indústria esportiva, assine o canal no Youtube do maior especialista em Marketing Esportivo brasileiro e fique por dentro de outras novidades!

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