Marketing Esportivo no Brasil começou a dar os seus primeiros passos ainda no século passado, quando algumas empresas começaram a fazer anúncios em páginas de esporte de revistas e jornais, mas foi no fim da década de 70 que ele ganhou força.

De lá para cá, muita coisa mudou. O país começou a enxergar o Marketing Esportivo com outros olhos e, hoje, ele é um mercado bastante promissor. Muito desse desenvolvimento se deve aos profissionais da área, que trabalharam para criar o sentimento de paixão nos torcedores — fator muito importante para o mercado.

Quer saber quem são os principais nomes do Marketing Esportivo no Brasil? Então está no lugar certo. A seguir, conheça a história de cinco grandes profissionais.

1. Assis Chateaubriand

Talvez você esteja se perguntando o porquê do megaempresário Assis Chateaubriand aparecer em primeiro lugar na nossa lista, certo? Bom, acontece que Chatô — como era conhecido — foi o primeiro a explorar o nome de um atleta comercialmente.

Na década de 30, época em que o Marketing Esportivo sequer existia no Brasil, o empresário, que era proprietário da Lacta, resolveu aproveitar o sucesso de Leônidas Silva, jogador que eternizou a bicicleta e foi destaque na Copa do Mundo de 38.

Assis teve a ideia de lançar uma barra de chocolate com o mesmo apelido do atleta (Diamante Negro). Na época, Leônidas vendeu o direito de usar o seu nome por 2 contos de réis — equivalente a cerca de R$ 2 mil reais, o que obviamente não dá para comparar com o que os atletas ganham hoje. O negócio, porém, foi um grande marco na história do marketing

2. João Henrique Areias

Pioneiro do Marketing Esportivo no Brasil, João Henrique Areias tem mais de 30 anos de experiência em diversas áreas: futebol, basquete, gestão de arenas etc.

Sem dúvidas, o profissional é um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento do mercado esportivo no país. Sua carreira na área começou em 1987, quando ele era Diretor de Marketing do Clube dos 13 e Vice-Presidente de Marketing do Flamengo.

Nesse mesmo ano, ele apresentou um projeto de marketing inédito ao Clube dos13: a Copa União 87. A ideia foi rapidamente aprovada pelos times, já que naquele ano a CBF anunciou que não tinha dinheiro para pagar uma competição nacional e, portanto, realizaria somente campeonatos regionalizados.

Foi aí que Areais conheceu Celso Grellet, Diretor de Marketing do São Paulo. Juntos, eles desenvolveram, comercializaram e viabilizaram a Copa União de 1987 — primeiro evento esportivo oficial financiado pela iniciativa privada. Alguns dos grandes patrocinadores foram TV Globo, que fez a primeira transmissão ao vivo de um campeonato brasileiro de futebol, Coca-Cola, Editora Abril e Varig.

O objetivo era chegar a US$ 1 milhão de dólares, mas o sucesso foi tanto que os gestores conseguiram US$ 6 milhões. Mais tarde, a Copa União virou o Campeonato Brasileiro de Futebol — como conhecemos hoje.

Alguns anos mais tarde, Areais repetiu a ideia com outra modalidade. Em 1995, ele desenvolveu e comercializou a Volta Olímpica do Basquete. Um ano mais tarde, surgiu o Campeonato Brasileiro de Basquete — também bancado exclusivamente pela iniciativa privada. A SporTV, a Reebok e a Molten foram alguns dos patrocinadores.

O alto desempenho de João Henrique o levou a ocupar diversos cargos importantes no cenário do marketing. O gestor chegou, inclusive, a ser sócio de Pelé na empresa Pelé Sports e Marketing, entre os anos de 1991 e 1992.

Atualmente, o autor dos livros “Uma Bela Jogada” e “Marketing no Pais do Futebol”, presta consultoria, treinamento, palestras e cursos nessa área.

3. Kleber Leite 

Apesar de recentes escândalos de corrupção envolvendo o seu nome, Kleber Leite também merece destaque na história do mercado esportivo brasileiro. Em 1983, o ex-presidente do Flamengo fundou a Klefer Marketing Esportivo.

Sob o comando de Leite, a empresa foi a pioneira no aluguel de placas de publicidade em estádios de futebol. Além disso, em 1984, o empresário fechou um contrato para a Petrobras usar a sua marca nas camisas do Flamengo — foi a primeira vez que vimos a logo de uma empresa estampada nos corpos dos jogadores. 

4. José Carlos Brunoro

José Carlos Brunoro, conhecido apenas pelo último sobrenome, é outro nome de destaque no Brasil. O ex-atleta se tornou gestor esportivo em 1992, ano em que ocupou o cargo de diretor de esportes da marca Parmalat na América Latina.

Nesse mesmo ano, a multinacional iniciou um trabalho junto ao Palmeiras, que ficou conhecido como “Era Parmalat”. Essa parceria rendeu grandes contratações para o clube, que se sagrou vitorioso em diversos campeonatos nos anos seguintes.

Para se ter uma ideia, foram três Campeonatos Paulistas, uma Copa do Brasil, dois Brasileiros, uma Copa dos Campeões da CBF, uma Mercosul e outra Libertadores.

O sucesso de Brunoro como gestor esportivo da multinacional fez com que ele conquistasse alguns cargos de destaque. Em 2004, por exemplo, chegou a ser Membro do Conselho Nacional do Esporte (CNE), função exercida dentro do Ministério do Esporte. Atualmente, ele é Diretor Executivo do Brasília FC.

5. Sandro Leite

Sandro Leite é um dos profissionais mais novos da nossa lista. Em 2013, quando era Gerente de Trade Marketing Premium da Ambev, a empresa criou o “Por um Futebol Melhor”, programa que impulsionou o Marketing Esportivo do Brasil.

A ideia é que os sócio-torcedores dos times brasileiros paguem uma pequena mensalidade e, em troca, recebam descontos em diversos serviços e produtos licenciados. Além disso, o valor da bilheteria cai consideravelmente. Hoje, a maior parte da receita dos times parceiros vem do programa. 

Leite foi um dos responsáveis por expandir o negócio. Não é à toa que, em 2015, ele virou Gerente de Marketing Esportivo da Ambev. Atualmente, ele ocupa o cargo de Gerente de Marketing Regional da mesma empresa. 

Como vocês viram, cada profissional foi responsável por desenvolver uma parte do mercado esportivo brasileiro. Sabemos que, infelizmente, o Brasil ainda engatinha nesse .quesito. Por aqui, as estratégias se limitam em conseguir patrocínios para os clubes.

Entretanto, é visível a expansão que ele conseguiu nos últimos anos. As estratégias estão se aproximando cada vez mais das ações adotadas em países da Europa, por exemplo. Agora, cabe a nova geração tornar o mercado cada vez mais qualificado.

E você, gostou do nosso artigo sobre os principais profissionais do Marketing Esportivo no Brasil? Acrescentaria algum gestor? Então, escreva nos comentários quem é, em sua opinião, o fera da área.

 

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