Quando chega o momento de decidir o futuro profissional é comum aparecer incertezas, questionamentos e dúvidas. Essa é uma decisão difícil para muitos jovens, especialmente quando sabemos que as opções de carreira são múltiplas para diversos campos. 

Trabalhar fazendo o que ama pode parecer uma ideia distante, já que não é costume presenciar pessoas que fazem isso. Os pais e familiares que foram criados em uma época diferente, acompanharam uma outra forma de educação, na qual os objetivos eram completamente distintos aos da geração das últimas três décadas. 

Isso acontece devido, principalmente, as condições históricas. Quem nasceu na década de 1960 ou 1970 buscava apenas estabilidade econômica, sentia a necessidade de constituir carreiras sólidas e aprendia que esse era o êxito profissional. Dessa forma, a palavra “sacrifício” era associada a trabalho. Sem sacrifício não há segurança ou estabilidade. Contudo, essas palavras não são sinônimos de satisfação.

Entenda seu contexto

Você nasceu em uma época diferente, na qual as opções mudaram, e os resultados e as expectativas também. Você pode ter a opção de trabalhar com esportes e influenciar a prática esportiva na sociedade e, ao mesmo tempo, fazer um trabalho social — que traz recompensas em vários aspectos.

Não só a qualidade de vida será saudável, como também expandirá essa satisfação para outros lados. Resultando em uma realização que aos poucos vai se costurando até que um dia chegará ao ponto que almeja, sempre com os pés no chão e com pensamento realista, claro.

Então, pense no trabalho como algo que vai te acompanhar por toda a vida e que você dedicará grande parte do seu tempo. Diante dessa questão: é possível acreditar que a profissão deva ser escolhida apenas devido ao status social que ela propõe? Provavelmente, não. 

Por isso, trabalhar fazendo o que ama torna mais adequada e agradável a vida. O interessante será pensar na segunda-feira não como um problema, mas como mais um dia de satisfação e produção.

Com certeza, se você se propuser a fazer o que ama, também terá uma vida mais saudável. É uma realização dupla: pessoal e profissional. Pensando nisso, veja abaixo algumas dicas para começar a pensar e analisar as possibilidades realização para o seu futuro.

Pesquise sobre carreiras

É interessante a pesquisa no mercado de trabalho para analisar as opções disponíveis. Aprofunde-se mais naquela área que você tem mais afinidade e combina com a sua personalidade. Esse momento é o que chamamos de exercício de autoconhecimento.

Além disso, é importante se conhecer e acreditar na própria capacidade, para se dedicar a algo que esteja de acordo com a sua segurança e com a própria aprovação. A partir desse momento você poderá definir o que quer e o que ama, aumentando as chances de sentir-se realizado. 

Encontrar um propósito não é fácil. Então, para ajudar, aplique os seguinte s questionamentos:

  • qual atividade você realiza com mais satisfação no dia a dia e dificilmente sente-se cansado?

  • o que você tem de bom para oferecer ao meio de trabalho?

Faça cursos profissionalizantes

É muito importante que a profissionalização seja buscada. As opções de aprendizado em curto ou médio prazo existem aos montes. Então, não perca as oportunidades que aparecem para você: um currículo forte e composto poderá ser construído, priorizando os cursos mais relevantes e diretamente ligados ao que você pretende exercer.

Por exemplo, se você vai trabalhar com esportes, não precisa, necessariamente, trabalhar no clube que ama, mas é imprescindível que participe ativamente das ocupações de diferentes grupos, associações e eventos. Experiências como essas já podem ajudá-lo a conseguir estágio ou emprego em algum clube de vôlei, futebol, basquete ou outros.

Então, perceba que dependendo do campo que deseja atuar, é necessário ser proativo, interessado e correr atrás das capacitações sem esperar que as coisas simplesmente aconteçam. Existem investimentos como MBAs ou Pós que são recomentadas para quem busca se especializar.

Estudar ajuda no progresso para uma carreira profissional. E o mercado de trabalho está passando por transformações que exigem dinamismo para o desenvolvimento de suas competências e profissionais com diferencial para um futuro promissor.

Busque referências

É importante buscar influências. Pessoas com experiência podem se tornar um modelo a ser seguido em nossas vida. Por isso, é importante buscar essas referências e entender como elas podem nos inspirar.

As relações interpessoais sempre têm muito a acrescentar e a boa informação é uma ferramenta essencial para um profissional em qualquer momento de sua carreira. Essa é uma característica que traz crescimento para ambas as partes.

Existem pessoas que carregam uma grande bagagem, que são capazes em uma pequena entrevista de nos ensinar muito. Elas nos transmitem sua experiência, metas, deslizes e expectativas. Então, é importante estar sempre atento as atualizações de sites que você acompanha e nunca deixar passar despercebido uma entrevista.

Tenha disponibilidade de horários

É bom ter o conhecimento que, às vezes, será necessário que você se adapte a diferentes horários de trabalho. Principalmente, quando as atividades envolvem o mundo dos esportes. Os eventos podem ocorrer no fim de semana ou no meio da semana à noite.

Mas esse não é um ponto negativo. Pelo contrário, pode trazer muitos benefícios. É possível descobrir que a diversão também estará nesses momentos, tornando o trabalho mais agradável. Além disso, os gastos podem ser drasticamente reduzidos. E economizar, dependendo da fase, é muito importante. 

Em vista disso, tenha engajamento, seja curioso, invista em você mesmo e dedique-se. Para isso, é importante escolher o que se ama e aceitar que todo início traz algumas situações que são aparentemente desafios. Porém, pense, é algo que exigirá de você disponibilidade e alegria para se doar às tarefas. Quem faz a sua carreira é você.

Dedique-se ao que ama

Ficou famosos um discurso feito em 2005 pelo criador da Apple, Steve Jobs, aconteceu em uma cerimônia de formatura para mais de 23.000 alunos na universidade de Stanford, na Califórnia. Jobs diz em determinado momento “você tem de encontrar o que você ama. A única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que faz. Se você ainda não encontrou, continue procurando, e não se acomode”.

Foi uma grande manifestação do criador da Apple, que soube relacionar muito bem trabalho, sucesso profissional, dedicação e, principalmente, satisfação em trabalhar fazendo o que ama.

Se você não gosta do que faz, provavelmente, não vai se dedicar da maneira necessária. Os resultados não serão positivos e todos os aspectos da sua vida poderão ser afetados.

A busca pelo aprimoramento vem da força de vontade e o resultado é positivo, a recompensa profissional e pessoal vem aos poucos e, consequentemente, você se sentirá mais feliz.

A partir do momento em que é posto em prática aquilo que planejou o profissional torna-se uma pessoa mais motivada e, principalmente, muito mais confiante. O esforço ao fazer o que mais agrada torna a vida mais leve e com objetivos muito mais sólidos e satisfatórios. A sensação de felicidade e realização são maiores, se suas expectativas estiverem conectadas com a realidade e com seus objetivos.

EVITE ALIMENTAR CRENÇAS LIMITANTES

Para conseguir trabalhar fazendo o que ama, você deve prestar atenção às suas “crenças limitantes”.

Essas interpretações negativas de experiências vividas não devem se tornar as lentes através das quais você enxerga o mundo — os sentimentos que desenvolveu a respeito de circunstâncias de vida e como eles influenciam as ações que pode tomar e as escolhas que deve fazer.

Afinal, se você considera que não é “bom o bastante” para conseguir determinado trabalho, por que iria se esforçar? Ainda que não digam abertamente, essa é uma das crenças limitantes mais comuns entre jovens profissionais.

ACREDITE EM SI MESMO

Você deve acreditar em seu próprio potencial. Lembre-se disso em cada situação na qual for preciso dar o melhor de si.

Em uma entrevista de emprego, por exemplo, seu objetivo é convencer os entrevistadores de que é altamente capacitado para fazer o trabalho e o melhor candidato para o cargo. Se não acreditar plenamente nisso, será impossível convencer os outros.

REAVALIE SEUS OBJETIVOS E PRIORIDADES

Quando se trata de sua escolha de carreira, é importante saber claramente o que é mais importante. Você gostaria de acordar todos os dias para ir a um trabalho que ama ou dedicar as preciosas horas de sua vida a um emprego que significa, somente, certa quantia no final do mês?

Para tomar decisões mais fundamentadas, você deve definir quais metas alcançar e como elas se relacionam com a carreira que deseja seguir. Engana-se quem pensa que basta um bom salário para se viver bem: a qualidade de vida no trabalho é essencial para o bem-estar e a felicidade de qualquer profissional.

CONSIDERE OS OBSTÁCULOS QUE ESTÁ DISPOSTO A SUPERAR

Para atingir sua carreira dos sonhos, é preciso muito planejamento, dedicação e conservar sempre uma atitude positiva. Muitos obstáculos surgirão. Nesses momentos, procure manter tudo em perspectiva: construir uma carreira de sucesso não acontece da noite para o dia.

Quanto mais consciente você estiver dessa realidade, melhor conseguirá lidar com problemas e situações difíceis ao longo de sua jornada.

Confira, a seguir, dois exemplos de profissionais bem-sucedidos que somente conseguiram superar os desafios que tiveram pela frente porque eram verdadeiramente apaixonados por suas profissões.

ROGÉRIO CENI

Rogério dedicou 25 anos de sua vida profissional a um único clube. Além de literalmente “vestir a camisa”, ele não se contentou em ser apenas mais um entre muitos e buscou por maneiras diferentes e inovadoras de auxiliar sua equipe.

Seus números são verdadeiramente impressionantes. Quase não há recordes que ele não tenha superado. O amor pelo que fazia o levou a revolucionar o papel de um goleiro. De tal forma que, hoje em dia, quase todo técnico de futebol exige que seu “camisa 1” demonstre proficiência, também, com os pés.

Porém, o amor pela sua profissão não era nada abstrato: Rogério foi, entre todos os atletas de sua época, um dos que mais se esforçava durante os treinamentos.

Todos conhecem seus gols e as fantásticas curvas que enganavam a barreira e o goleiro adversário. Poucos sabem, porém, das 15 mil faltas batidas em treinamentos antes de sequer arriscar a primeira cobrança em uma partida.

Esse fato deve ser aproveitado como um lembrete de que não basta ter aptidão e talento em uma determinada área: sem esforço e dedicação, é impossível atingir o sucesso.

No entanto, se você não trabalhar fazendo o que ama, todo o esforço necessário se tornará um terrível martírio. Imagine se Rogério odiasse jogar futebol e fosse aos treinos chateado, esperando a hora de poder ir embora.

Você acha que ele continuaria se dedicando tanto aos treinamentos e teria alcançado tudo o que conseguiu ao longo de sua carreira como atleta profissional? Certamente não.

Foi justamente seu amor à profissão que ofereceu o suporte necessário para que o são-paulino trabalhasse arduamente dia após dia, por sete longos anos, se preparando cada vez mais para quando surgisse a oportunidade de ser titular.

BERNARDINHO

O treinador bicampeão olímpico lançou sua autobiografia em 2006. Além de acompanhar sua trajetória esportiva, há muitas lições que podem ser aprendidas e devem ser aplicadas por todos aqueles que buscam atingir o sucesso.

Liderar equipes de alto rendimento não é uma tarefa nada fácil. No entanto, ele conseguiu montar times imbatíveis contando com muito mais do que apenas o talento individual de cada atleta: sua energia e entusiasmo contagiava a todos de tal forma, que mesmo exaustos ao fim de cada partida, todos os jogadores doavam um pouquinho mais de si mesmos “pelo professor”.

Bernardinho é um exemplo perfeito do que pode ser alcançado por alguém que decida trabalhar fazendo o que ama. Ele sempre ressaltou (e demonstrou na prática) que a superação de obstáculos e dificuldades contribui para trazer sentido à vida profissional. Para o treinador, sem disciplina e força de vontade não há vitória.

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